O físico alemão Albert Einstein é um grande exemplo de superação. Aos 3 anos de idade apresentava dificuldades em comunicar. Na primeira tentativa em ingressar na universidade,reprovou. Mesmo sendo um aluno acima da média, era considerado mais lento do que os colegas de sala na resolução de problemas matemáticos. Dizem até que reprovou na matéria que, mais tarde, iria consagrá-lo com um prémio Nobel. Einstein sofreu influência positiva de um jovem estudante de medicina, o que suscitou no miúdo de 10 anos o gosto pela leitura de obras mais elaboradas. A sua mente brilhante não estava somente voltada para os cálculos matemáticos, o que pode ser demonstrado na sua opinião acerca dos momentos de crise: Einstein sempre teve uma gigantesca preocupação pelo futuro da humanidade. Em 1935 ele escreveu um livro chamado “ Como eu vejo o mundo” onde fez um apanhado geral sobre a crise económica: Este pequeno texto faz-nos reflectir e buscar um pouco mais das opiniões deste génio, que, como muitos judeus, conseguiu fugir da Alemanha nazista, mas conheceu de perto a miséria e o caos durante a grande depressão americana de 1930.
“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia como o dia nasce da noite escura. É nas crises que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta o seu próprio talento e respeita mais os problemas que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e as soluções fáceis Sem crises não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, TRABALHEMOS DURO. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a TRAGÉDIA DE NÃO QUERER LUTAR PARA SUPERÁ-LA.”